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Mãe descobre mensagens de monitor de escola de 60 anos para filha criança e denuncia suspeita de assédio no RS

Mãe descobre mensagens de monitor de escola de 60 anos para filha criança Um monitor de uma escola em Torres, no Litoral Norte do RS, é investigado pela Pol...

Mãe descobre mensagens de monitor de escola de 60 anos para filha criança e denuncia suspeita de assédio no RS
Mãe descobre mensagens de monitor de escola de 60 anos para filha criança e denuncia suspeita de assédio no RS (Foto: Reprodução)

Mãe descobre mensagens de monitor de escola de 60 anos para filha criança Um monitor de uma escola em Torres, no Litoral Norte do RS, é investigado pela Polícia Civil por suspeita de assediar uma aluna por meio de mensagens de texto. O homem, de 60 anos, foi afastado de suas funções após a mãe da criança descobrir as conversas na quarta-feira (11) e procurar as autoridades. O caso veio à tona quando a mãe, ao monitorar o celular da filha, encontrou mensagens de um número desconhecido. No conteúdo, o monitor se referia à menina como "jabuticabinha", afirmava que iria "abraçá-la bem forte", demonstrava ciúmes de um colega dela e pedia para que as conversas fossem apagadas "pra mãe não ver e ficar braba". 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Em depoimento, a mãe da criança relatou o momento da descoberta. "Ela mandou um áudio e falou: 'eu sou fruta agora pra tá me chamando de jabuticabinha?'. E ele falou: 'É uma fruta muito gostosinha, docinha'", contou a mulher. "E aí eu comecei a correr as mensagens e vi que tinha partes que ele disse que era para ela apagar", completou. Após a denúncia, a mãe procurou a direção da escola na quinta-feira (12). Segundo a secretária de Educação de Torres, Rosa Lumertz, o monitor foi imediatamente afastado de suas funções. A Polícia Civil investiga o caso como assédio com o fim de praticar ato sexual com a criança. Na manhã desta sexta-feira (13), agentes cumpriram mandados e recolheram um celular e um computador na casa do suspeito. De acordo com a polícia, ele teria apagado as mensagens trocadas com a menina antes de entregar o telefone, que foi enviado para perícia para tentativa de recuperação do conteúdo. O monitor prestou depoimento na delegacia e foi liberado. Questionado sobre o motivo de o investigado não ter sido preso, o delegado Marcos Veloso explicou que as provas atuais são insuficientes para configurar um crime. "As conversas são absolutamente inadequadas, porém, tais conversas ainda não podem ser configuradas como crime. A Polícia Civil trabalha para que a gente junte prova suficiente que enquadre o indivíduo em algum tipo penal previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente ou no nosso Código Penal", afirmou o delegado. A investigação prossegue com diligências, como o depoimento especial da criança e a análise do material apreendido. "A mãe da vítima mesmo consentiu em entregar o celular para a delegacia de polícia, onde nós agora vamos fazer todo o trabalho de investigação para verificar o enquadramento desse delito", completou Veloso. O Conselho Tutelar acompanha a situação da família, e mãe e filha receberão atendimento psicológico. "Quando é um filho nosso, a dor é vinte vezes pior. É uma dor na alma, uma dor avassaladora. E se eu não tivesse descoberto? Até onde ele iria?", desabafou a mãe. O caso veio à tona quando a mãe, ao monitorar o celular da filha, encontrou mensagens de um número desconhecido Arquivo pessoal O que diz a administração municipal "A Secretaria Municipal de Educação informa que, na manhã de hoje, ocorreu um fato isolado e que não condiz com as condutas da nossa gestão (preliminarmente demonstra-se ser grave e lamentável) envolvendo um monitor da rede municipal de ensino. Tão logo a situação chegou ao conhecimento da Secretaria, todas as providências administrativas cabíveis foram imediatamente adotadas. O servidor foi afastado de suas funções, encontra-se detido, e já foi instaurado processo administrativo, (assegurando sempre direito ao contraditório e ampla defesa) conforme determina a legislação vigente. O caso está sendo conduzido pelas autoridades policiais, responsáveis pela investigação. O Município repudia com veemência qualquer conduta que viole os direitos de crianças e adolescentes e reafirma seu compromisso com a proteção, a segurança e o bem-estar dos alunos da rede municipal. A Secretaria Municipal de Educação acompanhou o caso desde o primeiro momento, inclusive com a presença da Secretária na Delegacia de Polícia, adotando todas as medidas necessárias, e prestará o devido atendimento e apoio à família." O caso veio à tona quando a mãe, ao monitorar o celular da filha, encontrou mensagens de um número desconhecido Arquivo pessoal VÍDEOS: Tudo sobre o RS

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