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Golpe do reconhecimento facial: golpistas forjam entrevista de emprego para roubar dados e usá-los para liberar empréstimos no RS

Golpistas forjam entrevista de emprego para roubar dados no RS Um homem é investigado por usar falsas entrevistas de emprego para coletar dados de reconhecimen...

Golpe do reconhecimento facial: golpistas forjam entrevista de emprego para roubar dados e usá-los para liberar empréstimos no RS
Golpe do reconhecimento facial: golpistas forjam entrevista de emprego para roubar dados e usá-los para liberar empréstimos no RS (Foto: Reprodução)

Golpistas forjam entrevista de emprego para roubar dados no RS Um homem é investigado por usar falsas entrevistas de emprego para coletar dados de reconhecimento facial de vítimas em Gravataí, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Segundo a Polícia Civil, o suspeito se passava por recrutador e chamava candidatos para processos seletivos presenciais. Durante as entrevistas, pedia fotos e vídeos sob o pretexto de confecção de crachá, mas, na verdade, usava as imagens para tentar liberar financiamentos e até comprar veículos em nome das vítimas. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Uma das vítimas é uma profissional de recursos humanos que está desempregada há mais de um ano. Ela conta que participou da entrevista no início de março e recebeu a informação de que havia sido aprovada. "Ele disse que meu currículo era muito bom e que a empresa estava solicitando uma foto para o crachá", relata. Depois, vieram as suspeitas: "Recebi uma ligação dizendo que estavam tentando financiar um carro no meu nome. Foi quando percebi que tinha sido um golpe." Os criminosos chegaram a alugar uma sala em um espaço de coworking para dar aparência de legalidade ao processo seletivo. O pagamento foi feito em dinheiro, com uso de identidade falsa. Investigação policial De acordo com a investigação, os crimes incluem estelionato e uso de documento falso. A delegada responsável pelo caso, Luana Medeiros, afirma que o homem agia sozinho na abordagem inicial, mas fazia parte de um esquema maior. “Ele é a ponta de uma cadeia criminosa. A cada empréstimo feito em nome das vítimas, recebia cerca de mil reais”, diz. Ainda segundo a polícia, os financiamentos eram realizados em outros estados, o que indica atuação em nível nacional. O suspeito foi preso em flagrante após a vítima retornar ao local da falsa entrevista com o marido. Com ajuda de moradores da região, eles conseguiram detê-lo até a chegada da Brigada Militar. A Polícia Civil acredita que há mais vítimas e pede que pessoas que tenham passado por situações semelhantes procurem uma delegacia. “Pode haver vítimas que ainda nem perceberam que tiveram empréstimos feitos em seus nomes”, afirma a delegada. O celular do investigado foi apreendido, e a quebra de sigilo bancário foi solicitada. A polícia afirma que o homem já tem histórico de fraudes. “Ele já comete esses ilícitos há muito tempo. Pelo menos desde 2011, ele está envolvido em crimes desse tipo”, diz. golpistas forjam entrevista de emprego para roubar dados via reconhecimento facial Reprodução/RBS TV 85 mil golpes em um ano Dados da segurança pública apontam que mais de 85 mil casos de estelionato foram registrados no Rio Grande do Sul no último ano. Especialistas alertam que o uso de reconhecimento facial exige cuidado, principalmente fora de ambientes oficiais. “Quanto mais simples e confortável, maior o risco. Não se deve fornecer esse tipo de dado sem verificar a origem da solicitação”, afirma o especialista em segurança digital Ronaldo Prass. A vítima conseguiu cancelar as operações antes de prejuízos maiores. “Nunca imaginei que isso pudesse acontecer em uma entrevista presencial. Então, o meu caso vai servir de alerta para que as pessoas sempre desconfiem”, afirma. O que diz a Justiça Procurado pela RBS TV, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul informou que o suspeito foi solto após audiência de custódia, com aplicação de medidas cautelares. Entre elas, estão o comparecimento mensal em juízo, a obrigação de manter o endereço atualizado e a proibição de se aproximar ou fazer contato com a vítima. Segundo o tribunal, o Ministério Público não pediu a prisão, e a autoridade policial também não fez esse pedido. A decisão considerou ainda que não houve violência no caso. As medidas podem ser reavaliadas em até 90 dias. Confira a manifestação do TJRS na íntegra: "A audiência de custódia foi realizada em 05/03/2026, ocasião em que foi homologado o auto de prisão em flagrante e concedida liberdade provisória, com aplicação de medidas cautelares. Entre elas: comparecimento mensal em juízo para informar e justificar suas atividades, manutenção do endereço atualizado, além da proibição de se aproximar da vítima, de sua residência e de manter qualquer tipo de contato com ela. O Ministério Público manifestou-se pela homologação do flagrante e pela concessão da liberdade provisória, com imposição de medidas cautelares. Também não houve pedido de prisão pela autoridade policial. A Defesa requereu a liberdade provisória. A decisão ainda levou em consideração a inexistência de antecedentes criminais relevantes, conforme certidões juntadas aos autos; ausência de atos de violência ou grave ameaça à pessoa e o potencial lesivo ordinário da conduta. Diante das peculiaridades do caso, entendeu-se necessária a imposição de medidas cautelares diversas da prisão, para assegurar o regular andamento do processo e reduzir o risco de reiteração. O prazo para revisão da necessidade de manutenção das medidas cautelares é de 90 dias." VÍDEOS: Tudo sobre o RS

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